Wayne Eckerson é diretor de pesquisas e serviços do Instituto de Data Warehouse (TDWI), uma organização que promove educação, treinamento, certificado e pesquisa de mercado para profissionais do mercado de business intelligence e data warehousing mundialmente. A Information Builders recentemente conversou com o Sr. Eckerson para ouvir sobre os temas e tendências que os profissionais de BI estão enfrentando. Alguns destes conceitos estão explicados com detalhes em seu novo livro: Performance Dashboards: Measuring, Monitoring, and Managing Your Business (Wiley, 2005). REVISTA INFORMATION BUILDERS: Nossos clientes estão aumentando o interesse por sistemas de Business Intelligence Operacional. Como você define esta nova onda em business intelligence? ECKERSON: O BI operacional não apresenta nada novo. Um relatório operacional é meramente a janela por onde colaboradores, gerentes e executivos podem monitorar processos de negócio e tomar ações que previnam possíveis problemas ou capitalizem oportunidades. A novidade é rapidez com que podem obter a informação. Diferente de sistemas de data warehouse tradicionais, que é atualizado uma vez por dia ou por semana, relatórios operacionais permitem analisar eventos e situações com possibilidade de tempo real – geralmente com um tempo muito pequeno de latência. Muitos usuários chamam de “entrega de informação em tempo real”, ou “data warehouse agora”, que significa receber informação a tempo de mudar o curso do processo. Isto pode significar a cada minuto, hora, dia ou ainda semana. Uma vez que é possível ter acesso ao momento exato de um evento, um gráfico operacional deverá permitir realizar análises drill down para determinar a causa, intervir no processo corresponde ou ainda gerar um relatório operacional para investigação mais aprimorada. REVISTA INFORMATION BUILDERS: Dashboards operacionais completam outros tipos de sistemas de BI e relatórios ou os substitui? ECKERSON: Como descrevi em meu novo livro, o que a maioria dos usuários quer é uma camada acima de suas análises, relatórios e ferramentas de planejamento que possa unir estas disciplinas de maneira simplificada e intuitiva. Isto é o que nós entendemos como dashboard ou scorecard, uma vez que permite aos usuários acompanhar e monitorar suas métricas. Também permite comparar a performance atual com objetivos definidos e disparar alertas quando a performance estiver aquém dos objetivos. Infelizmente, a maioria das empresas adquirem diferentes aplicações para gerenciar diferentes atividades analíticas, como tempo real, monitoramento, análises slice-and-dice, relatórios corporativos e scorecard. Estas diferenças geralmente custam e perigam redundância e tornam impossível para uma empresa ter certeza de que todo mundo esteja alinhado utilizando-se das mesmas métricas e dados. REVISTA INFORMATION BUILDERS: Que tipo de empresa se interessaria por uma aplicação de BI Operacional? ECKERSON: Qualquer empresa que tenha necessidade por informação em tempo real. A questão é, o valor para ter acesso a informação vale o esforço de entregá-la? No meu livro, utilizo o exemplo do Quicken Loans, a maior empresa de empréstimos online dos Estados Unidos, que fechou US$12 bilhões em empréstimos em 2004. Qualquer demora no sistema pode custar à Quicken Loans milhões de dólares por hora. Para estar alinhado ao que está acontecendo na operação, de um momento para outro, a empresa implementou uma séria dashboards operacionais. REVISTA INFORMATION BUILDERS: Quais as tecnologias necessárias para construir estes sistemas operacionais? REVISTA INFORMATION BUILDERS: Como se constrói estes ambientes de BI real-time? ECKERSON: A melhor maneira de construir ambientes de BI operacionais é direcionar o dado orientado ao evento. Softwares EAI são boas opções para extrair o dado diretamente do sistema em tempo real. Por exemplo, clientes da Information Builders podem utilizar a tecnologia da iWay para criar uma cópia de cada transação no momento em que ocorre, no sistema e publicar via messaging backbone. Cada aplicação no backbone pode subscrever ao evento ou mensagem, retirar do backbone, ou depositar em um banco de dados em tempo real. A Quicken Loans desenvolveu um Web service para capturar eventos a partir de um messaging backbone e depositá-los em um base de dados em tempo real, que é acessível a partir de dashboards. REVISTA INFORMATION BUILDERS: Temas como analítco e monitoramento de atividades são aspectos importantes no BI operacional? ECKERSON: Existe muita sobreposição sobre o tema e na maioria dos casos, estes termos referem-se à mesma coisa. Monitoramento geralmente envolve espera por algo específico que vai acontecer — talvez escolhendo uma base de dados a partir de determinada condição ou relação — então emitir um alerta ou processo quando esta condição acontecer. Analíticos geralmente apresentam o que aconteceu depois do recebimento de um alerta. Ele possibilita analisar uma situação depois que o evento ocorreu e um bom dashboard irá ajudá-lo nesta tarefa. Gerenciamento de Atividade de Negócios (BAM) é similar mas mais abrangente e aplica este tipo de estratégia em toda a cadeia de valor. Todos estes temas caem na categoria de BI Operacional. REVISTA INFORMATION BUILDERS: Quais são alguns dos temas culturais que acompanham este tipo de análise operacional? ECKERSON: Não existe um ponto específico ao desenvolver uma estrutura de BI Operacional se as empresas não repensarem seus processos e sistemas para explorar o potencial da informação. Por exemplo, por que providenciar aos gerentes de lojas informações de vendas de hora em hora se eles mudam os preços ou displays uma vez ao dia? Se uma empresa acredita que é importante fornecer informações de hora em hora para os gerentes, então terão que fazer um upgrade nos sistemas correspondentes para que os gerentes façam uso da informação. REVISTA INFORMATION BUILDERS: Durante um tempo, os analistas falavam sobre suítes de Enterprise Business Intelligence suites (EBIS). Agora ouvimos sobre Plataformas de BI. Qual a diferença? ECKERSON: Vendedores de BI vêm abordando o tema EBIS nos últimos 10 anos. Começou com uma tendência para promover vários tipos de ferramentas em uma mesma solução de BI - OLAP, query, relatórios parametrizados, relatórios de produção, análises multidimensionais, entre outros. Estas suites tornaram-se cada vez maiores, mas algumas falhavam em integração, uma vez que muitos componentes comportavam-se com produtos individuais. Uma plataforma de BI é mais integrada. É uma arquitetura comum onde cada funcionalidade de BI — um ambiente de desenvolvimento de aplicação, uma camada comum de segurança, metadados e repositório comum, uma única API, sistema de relatórios e entrega e assim por diante – trabalham em conjunto. Cada uma dessas funcionalidades podem ser acessadas via arquitetura orientada a servço. É para onde a indústria aponta. REVISTA INFORMATION BUILDERS: Quais as vantagens deste tipo de plataforma? ECKERSON: Facilidade de instalação, manutenção e maior consistência. Uma empresa pode utilizar-se de uma única plataforma e ter todos estes serviços disponíveis. Ao invés de adquirir estes produtos separadamente, utiliza-se os módulos com a plataforma. Todas as ferramentas de BI estão integradas na camada de arquitetura ao invés da interface do usuário ou front-end. Novamente, a diferença entre a suite e a plataforma é o grau de integração entre as ferramentas. É possível ter acesso a todas as ferramentas numa mesma arquitetura de BI? É algo para questionar a seu fornecedor de BI. REVISTA INFORMATION BUILDERS: Qual a importância da arquitetura de dados nestas plataformas de BI? ECKERSON: É fundamental. Uma arquitetura de BI precisa rodar em uma arquitetura de dados. Plataformas de BI comprimidas em ferramentas bem integradas ou módulos que se alinham com estratégias de negócios e rodam em uma estrutura de BI e dados comum. Isto permite entregar uma versão única da verdade, independente de onde rodam suas aplicações de BI, em uma arquitetura de dados utilizando tecnologias de data warehouse, EAI ou EII. Uma plataforma de BI precisa de um ambiente de integração ambrangente para tornar isto possível. O WebFOCUS da Information Builders utiliza a tecnologia da iWay Software para implementer a arquitetura de dados. |